terça-feira, 21 de outubro de 2008

Refletindo sobre a escrita do artigo


A oficina de Leitura e Escrita II, tem como uma de suas propostas, a produção de um artigo articulando algum aspecto da educação com um evento cultural.


Iniciei a atividade visitando a exposição do Marcel Duchamp e realizei uma resenha a respeito dela. A partir desse texto, da minha vivência na visita e do meu olhar como educadora, comecei a refletir sobre aspectos que poderiam ser discutidos em meu artigo e que esses fossem de encontro a minha concepção de educação. Nesse momento tive ajuda da Márcia e dos meus colegas de oficina.


Foram levantados algumas questões que poderiam ser discorridas no meu texto, mas uma delas me chamou mais atenção - a genialidade do aluno, vista pela a instituição escolar.


Com a compreensão do genero textual e a principal idéia em minha cabeça, me arrisquei a escrever o artigo. As palavras foram vindo e pouca coisa foi mudada da primeira versão. Postei no blog rapidamente antes que eu pudessem realizar maiores mudanças, pois sabia que poderia ficar melhor, mas já não estava fluindo minhas idéias no papel, quer disser, na tela do computador.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Artigo Marcel Duchamp

(1897)

¨De médico e louco todo o mundo tem um pouco¨

Carla Sachs

Dentro da sala de aula, as crianças demonstram em seus comportamentos, atitudes e atividades a maneira como olham o mundo ao seu redor e como reagem frente a ele. Freqüentemente os alunos apresentam apenas a repetição e compreensão dos conceitos que são dados pela escola, mas algumas, além disso, criam ¨o novo¨.

Assim como Marcel Duchamp renova o conceito de arte na sua época, produzindo algo diferente para o conceito dessa área de conhecimento. Esse artista francês, famoso por sua genialidade e inovador, dispara algumas reflexões sobre a o olhar do professor frente a um aluno com traços de genialidade, ele consegue reconhecer? Tem ferramentas para isso?

Na época de Marcel Duchamp, provavelmente, os professores eram formados para educar as crianças de forma rígida e tradicional apenas transferindo os conhecimentos que se achava necessário para as crianças naquele tempo em que prevalecia o professor como dono do conhecimento e autoridade em sala de aula.
Mesmo que o professor fosse bem instruído e tivesse uma boa formação cultural, ensinava as crianças o que já era sabido e não abria espaço para debater, argumentar, criticar e criar.

O professor só avalia seus alunos através e suas referências e hoje em dia pode se disser que o nosso olhar a respeito da arte se ampliou, assim aprimorando a formação dos professores em relação à aceitação do novo, possibilitando o reconhecimento da genialidade da maneira que aparecer, respeitando cada aluno individualmente.

Dessa forma o educador deve estar atento a sua formação, buscando uma postura crítica e investigativa em relação aos seus estudos, ativa na sociedade e de afeto com seus educandos. Através dessa postura, o educador é capaz de olhar cada aluno com suas particularidades e fornecer uma boa referencia para que eles sejam criadores, crítico e ativos como cidadãos
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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Resenha corrigida


(1798)

A arte em questão

Carla Sachs

Marcel Duchamp: uma obra que não é uma obra ¨de arte¨ é uma exposição que traz à cidade de São Paulo uma oportunidade para se pensar a respeito da arte a partir do que ela representava para Marcel Duchamp (1887-1968), um artista que os próprios fundamentos da arte em vigor na época desafiou.

Duchamp trouxe o inusitado, através de seus conhecimentos. Questionador, realizou diversas reflexões e críticas a respeito da relação entre a arte e a vida e a arte e o museu, também expressas em sua obra.

O ready - made ¨Roda de Bicicleta¨e outras 119 peças do artista, como ¨A Fonte¨ - um mictório de porcelana, estão expostas. Paralelamente à mostra, o museu abriga também, sob curadoria de Felipe Chaimovich, ¨Duchamp me¨, uma coletiva com 40 obras de artistas brasileiros, como Geraldo de Barros e Vik Muniz, inspirados nos conceitos do artista.

As peças mostram a aparente preocupação de Duchamp com a óptica, a perspectiva, a transparência, o acaso, o humor, a reprodução, a performatividade e o erotismo. Seu grande interesse em refletir sobre o que representava as exposições está ligado a como os objetos ocupam o espaço, como eles transformam e são transformados dependendo do seu contexto, como mudam ou condicionam a percepção e o desejo. Essas idéias estão em uma serie de seus projetos expostos.

A possibilidade de conhecer e desfrutar de um artista tão extraordinário como Duchamp está no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM SP), a partir do dia 15 de julho até o dia 21 de setembro. A exposição foi concebida pela Fundação Proa e co-produzida pelo MAM. Contou com curadoria de Elena Filipovic e expografia do estúdio Caruso - Torricella. Para essa ocasião foi editado um catálogo de 360 páginas com textos inéditos sobre a vida e obra do artista.