DUCHAMP EM SÃO PAULO!
Marcel Duchamp: uma obra que não é obra "de arte" foi a maior exposição desse artista na America Latina. Trouxe para a cidade a oportunidade de conhecermos a irreverência de suas obras que inovaram a arte contemporânea.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Segunda versão-Reportagem
(3130)
Em 2008 o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), em comemoração aos seus 60 anos, ofereceu à cidade a exposição "Marcel Duchamp: uma obra que não é obra “de arte” ".
O artista, nascido em 1887, na França, com seu trabalhos experimentais, colocou discussões fundamentais acerca da arte, como o valor da obra, a questão de apropriação de objetos e a aproximação da arte com a vida cotidiana.
A contribuição de Marcel Duchamp para a arte moderna e contemporânea é sem dúvida, reconhecida.
Qual é o papel da escola na formação de um artista?
Com dez anos de idade, saiu de casa para seguir os passos de seus irmãos no Liceu Corneille. E na Escola Bossuet, uma pensão para estudantes que não eram internos no liceu, era onde comia, dormia e onde também encontrou seus melhores amigos.
O Liceu Corneille era uma grande fortaleza de pedra. Havia sido construído como colégio jesuíta no século XVII, e entre seus alunos havia nomes ilustres como os de Pierre Corneille, cuja estátua ficava no pátio central, Jean-Baptiste-Camille Corot, Guy de Maupassant e Gustave Flaubert. Marcel na sexta série estudava latim, grego, inglês ou alemão (Marcel escolheu alemão), filosofia, história, retórica, ciências e matemática. Embora não sendo um estudante acima da média, Marcel passou por esses anos sem enfrentar maiores problemas disciplinares ou acadêmicos. Se questionou o respeito pela autoridade que era dada a todos os estudantes franceses, ele o fez somente no círculo dos amigos muito íntimos. Mantinha-se discreto e não estudava mais do que o necessário para passar. A velha lacuna estudantil, de tempos imemoriais, que separa o talento do aproveitamento está resumida em seu caso num boletim escolar do ano de 1900-1901, que o descreve como estando "muito além daquilo de que era capaz". Matemática era a matéria em que ele se saía melhor. Marcel também tinha aulas de desenho, com um professor de longa experiência.
Era um aluno de notas medíocres, segundo seus boletins escolares. Na primeira rodada de exames orais e escritos para o importantíssimo baccalauréat, o qual realizou na primavera de seu penúltimo ano na escola, em 1903, Duchamp recebeu o suficiente para passar. Nas cerimônias de entrega de prêmios depois dos discursos, nesse mês de julho, ele foi o primeiro colocado em desenho.
Marcel fez a segunda parte dos exames do baccalauréat em junho de 1904, sem qualquer brilhantismo, e formou-se no Liceu Corneille, e foi premiado com a medalha da Sociedade dos Amigos das Artes.
Através de suas referencias familiares e de suas experiências de vida, foi capaz de surpreender com suas produções inovadoras e reflexivas. Seu talento para a arte parecia inato e suas notas medianas não influenciaram para seu bom desenvolvimento como artista, pelo contrário, se desenvolveu muito bem na profissão escolhida.
Marcel Duchamp foi um divisor de águas entre o impressionismo e a arte conceitual através de suas idéias ousadas para a época em que viveu. Defendeu que a arte não se resumia aos significados de impressões visuais, acreditava que a arte era um meio possível de reflexão e critica, além do bom gosto e mau gosto.
Em 2008 o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), em comemoração aos seus 60 anos, ofereceu à cidade a exposição "Marcel Duchamp: uma obra que não é obra “de arte” ".
O artista, nascido em 1887, na França, com seu trabalhos experimentais, colocou discussões fundamentais acerca da arte, como o valor da obra, a questão de apropriação de objetos e a aproximação da arte com a vida cotidiana.
A contribuição de Marcel Duchamp para a arte moderna e contemporânea é sem dúvida, reconhecida.
Qual é o papel da escola na formação de um artista?
Com dez anos de idade, saiu de casa para seguir os passos de seus irmãos no Liceu Corneille. E na Escola Bossuet, uma pensão para estudantes que não eram internos no liceu, era onde comia, dormia e onde também encontrou seus melhores amigos.
O Liceu Corneille era uma grande fortaleza de pedra. Havia sido construído como colégio jesuíta no século XVII, e entre seus alunos havia nomes ilustres como os de Pierre Corneille, cuja estátua ficava no pátio central, Jean-Baptiste-Camille Corot, Guy de Maupassant e Gustave Flaubert. Marcel na sexta série estudava latim, grego, inglês ou alemão (Marcel escolheu alemão), filosofia, história, retórica, ciências e matemática. Embora não sendo um estudante acima da média, Marcel passou por esses anos sem enfrentar maiores problemas disciplinares ou acadêmicos. Se questionou o respeito pela autoridade que era dada a todos os estudantes franceses, ele o fez somente no círculo dos amigos muito íntimos. Mantinha-se discreto e não estudava mais do que o necessário para passar. A velha lacuna estudantil, de tempos imemoriais, que separa o talento do aproveitamento está resumida em seu caso num boletim escolar do ano de 1900-1901, que o descreve como estando "muito além daquilo de que era capaz". Matemática era a matéria em que ele se saía melhor. Marcel também tinha aulas de desenho, com um professor de longa experiência.
Era um aluno de notas medíocres, segundo seus boletins escolares. Na primeira rodada de exames orais e escritos para o importantíssimo baccalauréat, o qual realizou na primavera de seu penúltimo ano na escola, em 1903, Duchamp recebeu o suficiente para passar. Nas cerimônias de entrega de prêmios depois dos discursos, nesse mês de julho, ele foi o primeiro colocado em desenho.
Marcel fez a segunda parte dos exames do baccalauréat em junho de 1904, sem qualquer brilhantismo, e formou-se no Liceu Corneille, e foi premiado com a medalha da Sociedade dos Amigos das Artes.
Através de suas referencias familiares e de suas experiências de vida, foi capaz de surpreender com suas produções inovadoras e reflexivas. Seu talento para a arte parecia inato e suas notas medianas não influenciaram para seu bom desenvolvimento como artista, pelo contrário, se desenvolveu muito bem na profissão escolhida.
Marcel Duchamp foi um divisor de águas entre o impressionismo e a arte conceitual através de suas idéias ousadas para a época em que viveu. Defendeu que a arte não se resumia aos significados de impressões visuais, acreditava que a arte era um meio possível de reflexão e critica, além do bom gosto e mau gosto.
Segunda versão - Artigo
(2085)
¨O professor e sua formação¨
Carla Sachs
Dentro da sala de aula, as crianças demonstram em seus comportamentos, atitudes e atividades a maneira como olham o mundo ao seu redor e como reagem frente a ele. Freqüentemente os alunos apresentam apenas a repetição e compreensão dos conceitos que são dados pela escola, mas algumas, além disso, criam ¨o novo¨. Assim como Marcel Duchamp que renova o conceito de arte na sua época, produzindo algo diferente para o conceito dessa área de conhecimento.
Na época de Marcel Duchamp, provavelmente, os professores eram formados para educar as crianças de forma rígida e tradicional apenas transferindo os conhecimentos que se achava necessário para as crianças naquele tempo em que prevalecia o professor como dono do conhecimento e autoridade em sala de aula.
Mesmo que o professor fosse bem instruído e tivesse uma boa formação cultural, ensinava as crianças o que já era sabido e não abria espaço para debater, argumentar, criticar e criar.
Essa concepção de educação ainda é vista atualmente, não permitindo que os alunos possam inovar, o conhecimento é dado e os alunos devem decorar. A reflexão não é aprendida, pois o professor muitas vezes também não questiona sua atividade docente e não coloca em movimento o processo de aprendizagem dos alunos e dele próprio.
Mas alguns educadores acreditam em uma outra concepção de educação em que a relação professor e aluno se dá paralelamente, favorezendo trocas e aprendizagens mais significativas. Investem para educar cidadãos investigativos e críticos capazes de modificar, criar, contribuindo com sua ação no mundo com autonomia. Esse olhar para o mundo e para o outro é permitido, devido ao afeto dado pelo educador, ao conhecimento de si, e claro, uma boa formação de professores que permita refletir a respeito de suas posturas e atividades em sala de aula, como também a respeito dele próprio como cidadão ativo na sociedade. Através dessa postura, o educador é capaz de olhar cada aluno com suas particularidades e fornecer uma boa referencia para que eles sejam criadores, críticos e ativos.
¨O professor e sua formação¨
Carla Sachs
Dentro da sala de aula, as crianças demonstram em seus comportamentos, atitudes e atividades a maneira como olham o mundo ao seu redor e como reagem frente a ele. Freqüentemente os alunos apresentam apenas a repetição e compreensão dos conceitos que são dados pela escola, mas algumas, além disso, criam ¨o novo¨. Assim como Marcel Duchamp que renova o conceito de arte na sua época, produzindo algo diferente para o conceito dessa área de conhecimento.
Na época de Marcel Duchamp, provavelmente, os professores eram formados para educar as crianças de forma rígida e tradicional apenas transferindo os conhecimentos que se achava necessário para as crianças naquele tempo em que prevalecia o professor como dono do conhecimento e autoridade em sala de aula.
Mesmo que o professor fosse bem instruído e tivesse uma boa formação cultural, ensinava as crianças o que já era sabido e não abria espaço para debater, argumentar, criticar e criar.
Essa concepção de educação ainda é vista atualmente, não permitindo que os alunos possam inovar, o conhecimento é dado e os alunos devem decorar. A reflexão não é aprendida, pois o professor muitas vezes também não questiona sua atividade docente e não coloca em movimento o processo de aprendizagem dos alunos e dele próprio.
Mas alguns educadores acreditam em uma outra concepção de educação em que a relação professor e aluno se dá paralelamente, favorezendo trocas e aprendizagens mais significativas. Investem para educar cidadãos investigativos e críticos capazes de modificar, criar, contribuindo com sua ação no mundo com autonomia. Esse olhar para o mundo e para o outro é permitido, devido ao afeto dado pelo educador, ao conhecimento de si, e claro, uma boa formação de professores que permita refletir a respeito de suas posturas e atividades em sala de aula, como também a respeito dele próprio como cidadão ativo na sociedade. Através dessa postura, o educador é capaz de olhar cada aluno com suas particularidades e fornecer uma boa referencia para que eles sejam criadores, críticos e ativos.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Reportagem caminhando...

A relação do educador, o educando e a produção artística
A contribuição de Marcel Duchamp para a arte moderna e contemporânea é sem dúvida, reconhecida. O artista, nascido em 1887, na França, com seu trabalhos experimentais, colocou discussões fundamentais acerca da arte, como o valor da obra, a questão de apropriação de objetos e a aproximação da arte com a vida cotidiana.
Duchamp começou pintando, em 1913, criou seu primeiro ready made, o que significa uma obra feita a partir da apropriação de objetos prontos escolhidos pelo artista, por vezes, minimamente modificados e assinados, questionando a idéia tradicional de criação de uma obra, bem como o sistema de valoração da arte, discutindo a noção de objeto. Em 1917, por exemplo, criou uma de suas obras mais conhecidas, o ready made, A Fonte, um urinol assinado R. Mutt.
O artista enviou o trabalho para ser exposto no Salão dos Independentes de Nova York, mas não foi aceito pelo júri e foi escondido atrás de uma divisória. Entre as suas idéias de época estava o questionamento: Pode alguém fazer obras que não sejam obras de arte?
Segundo o crítico e historiador de arte Giulio Carlo Argan, os "'ready-mades' podem ser lidos como gesto gratuito, como ato de protesto dessacralizante contra o conceito 'sacro' da 'obra de arte', mas também como vontade de aceitar na esfera da arte qualquer objeto 'finito', desde que seja designado como 'arte' pelo artista".
Maria Carolina, uma estudante de Artes Plásticas, acredita que...
A partir desse olhar frente à arte, com referencia as idéias de Duchamp um percussor da arte conceitual, o professor diante das produções de seus alunos é capaz de interpretá-las com amplitude em seu olhar permitindo obras inovadoras, que questionem criticam e possibilitam uma troca com o observador.
Marcel Duchamp foi um divisor de águas entre o impressionismo e a arte conceitual através de suas idéias ousadas para a época em que viveu. Defendeu que a arte não se resumia aos significados de impressões visuais, acreditava que a arte era um meio possível de reflexão e critica, além do bom gosto e mau gosto.
A contribuição de Marcel Duchamp para a arte moderna e contemporânea é sem dúvida, reconhecida. O artista, nascido em 1887, na França, com seu trabalhos experimentais, colocou discussões fundamentais acerca da arte, como o valor da obra, a questão de apropriação de objetos e a aproximação da arte com a vida cotidiana.
Duchamp começou pintando, em 1913, criou seu primeiro ready made, o que significa uma obra feita a partir da apropriação de objetos prontos escolhidos pelo artista, por vezes, minimamente modificados e assinados, questionando a idéia tradicional de criação de uma obra, bem como o sistema de valoração da arte, discutindo a noção de objeto. Em 1917, por exemplo, criou uma de suas obras mais conhecidas, o ready made, A Fonte, um urinol assinado R. Mutt.
O artista enviou o trabalho para ser exposto no Salão dos Independentes de Nova York, mas não foi aceito pelo júri e foi escondido atrás de uma divisória. Entre as suas idéias de época estava o questionamento: Pode alguém fazer obras que não sejam obras de arte?
Segundo o crítico e historiador de arte Giulio Carlo Argan, os "'ready-mades' podem ser lidos como gesto gratuito, como ato de protesto dessacralizante contra o conceito 'sacro' da 'obra de arte', mas também como vontade de aceitar na esfera da arte qualquer objeto 'finito', desde que seja designado como 'arte' pelo artista".
Maria Carolina, uma estudante de Artes Plásticas, acredita que...
A partir desse olhar frente à arte, com referencia as idéias de Duchamp um percussor da arte conceitual, o professor diante das produções de seus alunos é capaz de interpretá-las com amplitude em seu olhar permitindo obras inovadoras, que questionem criticam e possibilitam uma troca com o observador.
Marcel Duchamp foi um divisor de águas entre o impressionismo e a arte conceitual através de suas idéias ousadas para a época em que viveu. Defendeu que a arte não se resumia aos significados de impressões visuais, acreditava que a arte era um meio possível de reflexão e critica, além do bom gosto e mau gosto.